Lamira celebra 15 anos e é selecionada por editais nacionais do Banco do Brasil e da Funarte
A Lamira Artes Cênicas celebra 15 anos de trajetória com um marco histórico: a seleção em editais nacionais do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte), ampliando sua circulação pelo País e consolidando o Tocantins no mapa da produção artística brasileira.
A conquista reafirma a relevância do trabalho desenvolvido pela Companhia ao longo de uma década e meia de atuação contínua nas artes cênicas, com destaque para a dança, o teatro físico e os processos híbridos tendo a fisicalidade como o ponto de interseção entre dança, teatro, circo e música para a construção de sua estética.
Para a diretora-geral da Companhia, Carolina Galgane, a conquista representa um reconhecimento coletivo e territorial. “São 15 anos de construção diária, de pesquisa, de resistência e de afeto. Estar nos editais do CCBB e da Funarte é afirmar que a arte produzida no Tocantins tem qualidade, potência estética e relevância nacional. Essa seleção não é apenas da Lamira, é do Norte, é de todos os artistas que insistem em criar fora dos grandes centros e que transformam seus territórios em espaços de invenção”, afirma.
A seleção em dois dos mais importantes programas culturais do País projeta a Lamira para novos públicos e fortalece a presença da produção artística do Norte em circuitos culturais de grande visibilidade nacional. “Celebrar 15 anos sendo reconhecidos por instituições como o CCBB e a Funarte representa não apenas amadurecimento artístico, mas também o reconhecimento da potência criativa produzida no Tocantins e na região Norte”, destaca o diretor artístico da Companhia, João Vicente.
Trajetória
Fundada no Tocantins, a Lamira consolidou-se como uma companhia de pesquisa em artes cênicas, desenvolvendo espetáculos autorais, projetos formativos, circulação nacional e ações de criação continuada. Ao longo de sua história, construiu uma linguagem própria, marcada pela investigação do corpo, da dramaturgia contemporânea e da relação entre território, memória e identidade.
Com trabalhos apresentados em todas as regiões do Brasil e mais de 128 cidades brasileiras, a Companhia mantém compromisso permanente com a formação de público, a descentralização cultural e o fortalecimento de redes colaborativas.
Circulação nacional
A seleção nos editais do CCBB e da Funarte representa um salto estratégico na circulação nacional da Lamira, possibilitando que seus espetáculos e projetos formativos dialoguem com novos contextos culturais e ampliem o intercâmbio entre artistas do Norte e de outras regiões. Para Carolina Galgane, a presença da Companhia nesses espaços reforça o debate sobre diversidade regional nas artes e evidencia a qualidade técnica e estética da produção tocantinense. “Mais do que uma conquista institucional, a seleção tem impacto direto no cenário cultural do estado. A visibilidade nacional fortalece a cadeia produtiva local, amplia oportunidades para artistas e técnicos e inspira novos criadores”, revela.
O diretor artístico João Vicente complementa que o momento também dialoga com o fortalecimento das políticas públicas para a cultura e com a necessidade de ampliar o acesso de grupos do Norte a grandes circuitos culturais. “A conquista reforça o fortalecimento do Norte no cenário nacional das artes cênicas, evidenciando que, a produção cultural fora do eixo tradicional, tem potência, qualidade e relevância para ocupar grandes centros culturais do País.”
Sobre a Lamira Artes Cênicas
Com 15 anos de atuação, a Lamira Artes Cênicas desenvolve pesquisa, criação e difusão nas artes da cena. A Companhia atua na produção de espetáculos, processos formativos, circulação artística, audiovisual e publicação de conteúdos ligados à dramaturgia e à memória de seus processos criativos.
Desde seu início, em 2010, a Lamira constrói espetáculos que servem de referência estética à capital onde está inserida. Representando a produção cênica tocantinense pelo Brasil, a Lamira já circulou por mais de 130 cidades em 25 estados e Distrito Federal, passando por todas as regiões do País, além de cidades internacionais e se firmando como um dos principais grupos de artes cênicas da Região Norte.
Tendo como Direção Geral a artista Carolina Galgane e, como diretor artístico e coreógrafo, João Vicente, as produções da Lamira nascem através da pesquisa autoral artística e estética, na qual o grupo busca uma linguagem cênica particular, que possibilite que seus artistas envolvem tanto a linguagem da Dança, quanto a construção dramática teatral e a utilização de outras linguagens que reforcem o objetivo maior: fazer arte de qualidade ímpar, diferenciada e comunicativa. Assim, todos os espetáculos cênicos foram premiados nacionalmente, além dos videodanças e documentários produzidos para o audiovisual.
Projeto
A Lamira foi contemplada no programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025 – Dança para desenvolver o projeto "Lamira Conecta!" e também no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) por meio do projeto 15 anos Lamira!, para apresentações nos estados de Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia e São Paulo.



